Batisti e os Cubanos. Porque um pode e outros não?


Os pugilistas cubanos Erislandy Lara e Guilhermo Rigondeaux foram deportados de forma ultra rápida na época dos jogos Pan-Anamericanos de 2007, quando tentaram fugir da comitiva cubana na esperança de um asilo político no Brasil. Hoje estão em Miami onde vivem como refugiados e livres.

É interessante ver como a justiça brasileira pratica a política de dois pesos e duas medidas.

Eles estavam apenas em busca de um futuro melhor, já que todos deveriam poder usar a internet livremente, ganhar dinheiro, conquistar bens materiais, enfim, viver com liberdade.

O governo brasileiro agiu com uma competência invejável! Em menos de 24 horas deportou os dois, segundo ele — governo — com a promessa de que Fidel os perdoaria, como se isso fosse um gesto de bondade digno de um Nobel da Paz. E isso claro, não aconteceu, e eles nunca mais puderam representar o país, mesmo ocupando posto de bicampeão mundial e olímpico, como é o caso de Rigondeaux.

Por que o motivo de tanta rapidez?

Acredito que este caso e o do terrorista italiano Cesare Battisti ilustram bem como o ministro Tarso Genro, o governo e o judiciário como um todo praticam sua política. O que vale são os interesses pessoais. Dane-se a população, já que não nos devem satisfação, não é mesmo?

Os cubanos foram muito burros, coitados. Deveriam ter cometido algum crime, assim ficaria mais fácil conseguir esse asilo político por aqui.

Matéria: Rodrigo Piva

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